Mulher Moderna

A Pressão Social: Um Diálogo Entre Freud e a Contemporaneidade

Vivemos em uma época que exige da mulher ser tudo, o tempo todo: mãe dedicada, profissional bem-sucedida, esposa apaixonada, dona de casa impecável, e ainda ter tempo para o autocuidado. Enquanto Freud escrevia sobre os conflitos psíquicos femininos no início do século XX, hoje a mulher enfrenta uma nova camada de cobranças — agora amplificadas pelas redes sociais e pela cultura da produtividade tóxica.

Neste artigo, exploraremos:
✔️ Como a psicanálise freudiana interpretava os papéis femininos — e o que ainda faz sentido hoje
✔️ As novas formas de sofrimento psíquico da mulher moderna
✔️ Por que a culpa e o cansaço crônico são sintomas de um sistema, não falhas individuais


Freud Hoje: O Que Ainda Serve?

1. “Inveja do Pênis” vs. Inveja do Tempo Livre

  • Freud acreditava que a mulher sofria por não ter o poder simbólico masculino.
  • Hoje, muitas sofrem por não ter o tempo livre que os homens ainda desfrutam (estudos mostram que mulheres trabalham 3x mais em tarefas domésticas).

2. Complexo de Édito Revisitado

  • Se antes a menina “competia” com a mãe pelo amor do pai, hoje compete consigo mesma por um ideal inatingível:
    • “Preciso ser a mãe que minha mãe foi, mas também a CEO que ela não pôde ser.”

3. Sublimação ou Exaustão?

  • Freud via a maternidade como principal forma de realização feminina.
  • Hoje, a mulher é cobrada a sublimar em todas as áreas (carreira, filhos, casamento, academia) — e o resultado é burnout.

As Novas Formas de Sofrimento Psíquico Feminino

1. A Síndrome da “Boa Moça 2.0”

  • Ser competente sem ser mandona, ambiciosa sem ser fria, sensual sem ser vulgar.

2. Luto Pelas Escolhas Não Feitas

  • Toda escolha (ter filhos/não ter, casar/focar na carreira) vem com culpa pelo caminho não trilhado.

3. Corpo Como Inimigo

  • A pressão para ser jovem, magra e naturalmente linda cria uma relação obsessiva com envelhecimento e autoimagem.

Como a Psicanálise Pode Ajudar?

1. Desconstruir o “Ideal Inatingível”

  • Em terapia, questionamos: “Quem definiu que ‘tudo’ é a medida do suficiente?”

2. Resgatar o Direito ao Não

  • Freud falava em pulsões reprimidas; hoje, falamos em limites não colocados.

3. Separar “Desejo Próprio” de “Expectativa Alheia”

  • “Quero isso para mim ou porque me ensinaram que é assim que ‘venço’?”

# Vem Conversar Comigo!

Se você se sente:
🔹 Culpada por não dar conta de tudo
🔹 Esgotada tentando ser “perfeita” em todas as áreas
🔹 Confusa sobre o que realmente quer

Agende uma sessão. Juntos, podemos:

  • Mapear de onde vêm suas cobranças internas
  • Criar estratégias para lidar com a pressão social
  • Redefinir sucesso nos seus termos

Você não é uma máquina de produtividade. Você é humana — e já faz o suficiente.

💡 Nenhuma mulher é uma ilha. Sua dor não é falha pessoal — é sintoma de um sistema que precisa mudar.

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Psi Eduardo Felicio

Psicanalista desde 2006